20 fevereiro 2024

NEIC vai coordenar o PMRR de Ilhéus

Por iniciativa da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades o NEIC vai coordenar a elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos de Ilhéus, por meio de seu coordenador Prof. Joel Felipe.

A elaboração do PMRR está prevista em um cronograma de 18 meses (fevereiro de 2024 a julho de 2025) e pretende dotar o município de Ilhéus de um instrumental fundamental para reduzir, mitigar e até eliminar os riscos de desastres que hoje está sujeito.

O município de Ilhéus está localizado em uma região propensa a diversos tipos de desastres motivados por causas naturais associados à intervenção antrópica (dos seres humanos) no território. Ilhéus apresenta características que a tornam suscetível a eventos de origem geológica e hidrológica como deslizamentos de terra, desabamentos, escorregamentos e inundações.

A topografia acidentada, principalmente das áreas urbanas do município, aliada à intensidade das chuvas que se encontram em intensidade e duração totalmente diferenciados dos tradicionais, a partir de 2021, contribui para o aumento desses riscos, especialmente em áreas urbanas densamente povoadas. Dentre as áreas mais afetadas estão aquelas localizadas em encostas que aumentam a vulnerabilidade das comunidades.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), monitora 872 municípios no país, que foram incluídos em sua Base Territorial Estatística de Áreas de Risco (BATER). Ilhéus está entre eles,  o município, informava que a população exposta em áreas de risco a inundações, enxurradas e deslizamentos era de 11.285 pessoas em 2010.

  • População de Ilhéus 2010: 184.236
  • Áreas de risco inscritas no BATER: 23
  • Domicílios em risco: 3.281
  • População em risco: 11.285

Equipe  técnica do PMRR de Ilhéus reunida em planejamento (15/01/24)

A proteção das comunidades contra esses eventos é fundamental para garantir a segurança dos moradores e minimizar suas perdas e é fundamental a sua relação com os órgãos públicos municipais responsáveis por lidar com a gestão de riscos.

Os moradores dos Altos de Ilhéus e a Defesa Civil municipal estão convidados a participar com a equipe técnica do PMRR para essa tarefa difícil mas essencial para a resiliência da cidade e do planeta.

Em 12/dezembro/23 foi realizado em Brasília um encontro que envolveu o Ministério das Cidades, as 16 Universidades encarregadas de elaboração dos PMRRs e as Defesas Civis de 20 municípios que serão contemplados.

11 agosto 2023

Lançamento do livro "Habitação é central: vivências e reflexões em torno de ilhas e cortiços".

Na tarde desta quinta-feira, 10 de agosto, foi apresentado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie o livro HABITAÇÃO É CENTRAL: Vivências e reflexões em torno de “ilhas” e “cortiços”
Realizada no formato presencial e online, coordenada pelos organizadores arquitetos Celso Sampaio e Débora Sanches, permitiu a participação tanto dos autores e organizadores portugueses quanto dos brasileiros, proporcionando uma experiência enriquecedora para todos.


O livro é fruto de uma parceria internacional entre a FAU-Mackenzie, o Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade do Minho (CICS.Nova_UM) e o Laboratório de Habitação Básica (LAHB) da cidade do Porto, no âmbito do Collaborative OnLine International Learning (COIL). 
Fomos convidados a escrever um artigo que foi publicado como "Protagonismo das assessorias técnicas junto aos movimentos populares: os mutirões Madre de Deus e Celso Garcia e o Programa Morar Perto (1990-2000)".

31 julho 2023

Semana da Habitação promovida pelo CAU-BR tem participação do Projeto Gogó da Ema

O evento foi promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU-BR) de 25 a 29 de julho em Aracaju/Sergipe.
A edição marcou os quinze anos da Lei nº 11.888/08, conhecida como Lei da Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS). 
Profissionais de Arquitetura e Urbanismo, gestores públicos, universidades e movimentos sociais puderam avaliar os avanços e projetar soluções para a plena aplicação da lei, que procura assegurar moradia digna à população de baixa renda no Brasil. 
Participamos do painel final denominado: Operando a ATHIS com ações concretas: ensino e pesquisa em Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS), apresentando as estratégias metodológicas utilizadas para a formação e capacitação em ATHIS por meio do Curso de Extensão em ATHIS e Direito à Cidade no Projeto do Gogó da Ema.

Participantes do painel de ensino e pesquisa (da esq. para a dir.): Josélia Alves (CAU-BR), Márcio Costa (UFSergipe), Ângela Gordilho (RAU+E, UFBA), Liza Andrade (RCTS/UnB), Nirce Medvedovski (UFPel), Ana Luiza (EMAU Trapiche/UFSergipe) e Joel Felipe (NEIC/UFSB)

No evento foi apresentada ainda a  Pesquisa desenvolvida em colaboração com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) para subsidiar a criação de um fundo nacional de ATHIS.
Entre as boas práticas de projetos desenvolvidos em parceria com o CAU-BR e os CAUs estaduais, foi possível apresentar o Projeto de Reabilitação Urbana e Ambiental (R.U.A.) Gogó da Ema (Itabuna/Bahia).
Desenvolvido sob nossa coordenação e publicado no Portal do NEIC e no Perfil do Projeto Gogó da Ema no Instagram, o projeto apresentou suas similaridades e singularidades contribuindo para a reflexão sobre o avanço e potencial da Lei de ATHIS na região Sul da Bahia.

O Ministério das Cidades esteve representado pelo Arq. Flávio Brasileiro que apresentou um esboço do Programa Periferia Viva que pretende financiar intervenções nos maiores aglomerados urbanos brasileiros por meio da realização de parcerias com entidades de assessoria técnica organizadas como Organizações da Sociedade Civil (OSC).



17 junho 2022

Estudantes do "CC - Sustentabilidade é possível?" calculam a pegada ecologica.

Os estudantes continuaram os estudos conhecendo o conceito de "pegada hídrica". 

E também puderam calcular a sua própria pegada ecológica, seguindo a metodologia e a plataforma difundida pelo WWF - World Wild Fund for Nature (Fundo Mundial para a Natureza).

"A pegada ecológica de um país, de uma cidade ou de uma pessoa, corresponde ao tamanho das áreas produtivas de terra e de mar, necessárias para gerar produtos, bens e serviços que sustentam seus estilos de vida. Em outras palavras, trata-se de traduzir , em hectares a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade 'utiliza', em média, para se sustentar". (para saber mais, clique aqui).

 Em média, os estudantes da turma estão com índices abaixo da média brasileira (1,6) e a média global (1,5), o que é satisfatório. A seguir apresento alguns gráficos gerados pela plataforma.






Faça você também, leitor/a, a o cálculo de sua pegada em: https://www.pegadaecologica.org.br/.


03 junho 2022

Começa o "CC - Sustentabilidade é possível?"

 No quadrimestre 2022.1 coube a mim ministrar mais uma turma desse intrigante Componente Curricular da UFSB que traz uma indagação em seu título: "Sustentabilidade é possível?"

Conduzido por vários professores desde 2014, o CC passou, segundo informaram antecessores, por várias adaptações mirando despertar nos estudantes uma consciência para a sustentabilidade, a partir do desenvolvimento de conceitos básicos para que pudessem se posicionar sobre essa intrigante questão que não tem como resposta somente um "sim" ou um "não".

Para começar, foi necessário desmistificar algumas ideias relacionadas à responsabilização individual no consumo de água (banho, escovação de dentes) em detrimento da real causa do consumo de água e geração de gases do efeito estufa e que se encontra no padrão de alimentação que consome a maior parte da água no planeta, especialmente na produção de alimentos (pecuária em 1º lugar).

Foi recomendado aos estudantes que assistissem o documentário "Cowspiracy: O segredo da sustentabilidade"Direção: Kip Andersen & Keegan Kuhn - Ano: 2014 - Duração: 1h30.

Convido a todos/as que ainda não assistiram esse documentário, que o façam o mais breve possível.

02 fevereiro 2022

Debate no CAU-DF discute visões, causas, efeitos e possibilidades para a ATHIS no pós-inundações.

 No dia 28/janeiro/22 participei de um debate organizado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal (CAU-DF) que pretendeu colocar diferentes visões sob o tema: "A tragédia das águas nas cidades brasileiras e a prestação de ATHIS como caminho para a atuação do Estado, Universidade e Comunidade".

O debate foi aberto pela Arq. Mônica Blanco (presidente do CAU-DF), mediado pela Arq. Sandra Marinho (CAU-DF) e estiveram presentes também a Arq. Liza de Andrade (Professora doutora da FAU/UnB); o Arq. Kazuo Nakano (Professor do Instituto das Cidades da UNIFESP) e a Arq. Cláudia Pires (Coordenadora do “Arquitetos de Favela” e “Arquitetos pela Moradia”).

06 janeiro 2022

Entrevista na GloboNews aponta um caminho para intervenções pós-inundações.

 Em uma entrevista concedida à Aline Midlej, âncora do Jornal das Dez da GloboNews, tive a oportunidade de opinar sobre as causas dessas calamidades narradas no post de 2/janeiro/22, e apontar uma possibilidade de utilizar a legislação federal existente para uma solução técnica de médio e longo prazos, após o momento de atendimento emergencial das pessoas.

 Trata-se da Lei 11.888/2008 que criou a Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS) que viabiliza, com financiamento público, o atendimento gratuito a famílias de até 3 salários mínimos de renda mensal familiar para reforma, adequação e melhorias em suas moradias.

A entrevista foi concedida em 28/12/2021:


A partir dessa entrevista, muitos apoios foram recebidos como do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e o debate pôde ser aberto na região de atuação do NEIC (Núcleo de Estudos e Intervenções nas Cidades) da UFSB.

 

NEIC vai coordenar o PMRR de Ilhéus

Por iniciativa da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades o NEIC vai coordenar a elaboração do Plano Municipal de Reduçã...